O tilintar no fluir dos sonhos
Dá uma fome que, desperto
Não se tem como sorver
Mesmo com o mais belo verbo
O tilintar no fluir dos sonhos
Que nenhum nome pode abarcar
Faz o tolo, em vão, sofrer
Querendo possuir o tilintar
Mas é quando se quer
possuir
que há conflito, e o que lindo antes
vira dor.
Bailemos como as nuvens, deixemos ser e não ser!
Cair em dualidade apenas mata
sssssssssssssssssssssssem se viver.
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II
Dulce sentimento de pertencimento
a nadíca no todo!
Cada qual querendo um osso
E eu nem sei se é de osso mesmo que a alma sedenta
há de se saciar
porque então hei de Indagar, Pedir lastro aos céus,
desejar o porvir, ânsia dum algo mais?
(comer polvilho esfumaçado e duvidoso ao invés do real pão, cá, na mão?)
tolice tamanha sem cabimento
prefiro dizer-me vazio
_-_- Como esse poema.
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III
Homens acham que são café moído para passar todos no mesmo funil
Não, que é isso?-sim
Tudo (no universo) é uno, mas
a igualdade é uma ilusão matemática.